8.10.08

Incongruências.

Procurando nunca julgar, critico, reprovo, afasto ou ignoro, seja por palavras ou por gestos. Não sou diferente do cidadão comum quando revelo esse tipo de atitudes, após ser confrontado com outras que colidem com os meus valores, princípios ou forma de pensar, mesmo assumindo que de preconceitos se poderão tratar da minha parte, em alguns casos. Somos capazes de deixar de amar ou respeitar por causa dos actos de outras pessoas, dependendo para tal a gravidade de tais actos, mesmo que não tenham directamente a ver connosco. Amar e respeitar, dois sentimentos indissociáveis na relação entre seres humanos, quando o ponto de partida é amar. Conseguimos conceber amar alguém depois do respeito acabar?

(continua)

19 comentários:

cristina ribeiro disse...

"Amar e respeitar, dois sentimentos indissociáveis". Mesmo!!!, Mike...

mike disse...

Será que não há excepções, Cristina?

cristina ribeiro disse...

Excepções, Mike? Claro que não...

Luísa disse...

Mike, sei o que é amar. Não estou tão segura de saber exactamente o que é o respeito de que fala. Isto porque o respeito é uma coisa muito relativa, com fronteiras movediças. Respeitar é, nalgumas circunstâncias, compatível com falar alto e desabridamente; noutras, não. Numas exige cerimónia e distância; noutras não. Numas requer que se acatem as opiniões alheias; noutras não. Numas pressupõe admiração; noutras não. Penso que não é possível amar quem se despreza. Mas também penso que ama melhor quem não se deixa tolher por excessos de respeito e deferência… Sem prejuízo, naturalmente, do respeito que se deve ter pela vida e por todos os seres vivos. Desconversei bem? ;-D

**** disse...

A juntar ao "Amar e Respeitar" só faltou "Confiar"... e não é para desconversar (:

Paulo Cunha Porto disse...

Conseguimos, Meu Caro Mike, confie em mim. E a convulsão interior emergente dessa trágica luta é das mais difíceis de superar. Só o tempo e alguma perda de memória ajudam. Ah, e "courir une autre lune", como cantava o outro.
Abraço

ana v. disse...

Também acho que sim. O amor ideal pressupõe paixão, respeito, amizade, admiração, confiança e mais alguns predicados desejáveis... mas o amor nem sempre é ideal, ou melhor, raramente é ideal, e não deixa por isso de ser amor. Como a Luísa, penso que será difícil amar quem se despreza, mas nem disso estou absolutamente segura. O amor é múltiplo e surpreendente, não é feito de perfeição. Os grandes amores quase nunca são equilibrados e muito menos "correctos".

cristina ribeiro disse...

Este respeito a que me refiro não o confundo com deferência, antes como consideração enquanto ser humano, e como tal, um igual- se faltar essa consideração, acho que não podemos dalar de amor, mas de um qualquer outro sentimento que, no limite, pode ser doentio, e que nos pode subjugar.

Corine disse...

respeitar e amar!!


sem sombra de dúvida...a minima..

fugidia disse...

:-)
Para mim depende do tipo de amor, não do tipo de respeito.

Paulo Cunha Porto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro Mike,
o caso que tinha em mente acha-se, é óbvio, muito melhor definido pelo comentário da Cristina do que pelo verbo Amar. Peço que considere a minha intervenção anterior devida a uma impetuosidade incompatível com a exactidão vocabular.
Abraço e beijo à Revisora

mike disse...

Luísa, a senhora está uma perfeita desconversadora. (risos)

****, sem desconversar, apesar de não ter deixado claro, vamos considerar confiar implícito no respeitar. :-)

Meu caro Paulo, entre exatidões vocabulares e impetuosidades, dir-lhe-ei, meu Amigo, que também acho que sim.
Um abraço.

Ah, a menina Ana também acha que sim... hum... pois saiba a menina que eu também acho. :-)

Cristina, o seu ponto está claro. E o respeito que mencionei nada tem a ver com deferência.

Sem a mínima sombra de dúvida, Corine. Muito bem. :-)

Fugidia, se para si depende do amor e não do respeito, devo depreender que põe a hipótese de poder amar mesmo quando o respeito possa ter acabado... :-)

fugidia disse...

Sim, Mister.
Incongruente, não é?
Mas razoável, explicável e, calcule, compreensível...
:-)

mike disse...

Hum... Fugidia, já vi que é dada a incongruências... (risos)

cristina ribeiro disse...

...e a " revisora " :) envia um beijo ao antigo afilhado :)

ana v. disse...

"uma impetuosidade incompatível com a exactidão vocabular"... ora, não é isso mesmo o amor, muitas vezes? ;)

JúliaML disse...

o respeito pela individualidade do outro, pelos seus sentimentos para com os outros, pela forma de se ver a vida.
há desrespeito quando há egoismo.

Paulo Cunha Porto disse...

É, é, Ana.
Beijinho

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