2.6.08

O comando é de quem, afinal?

Quando chegou, recentemente, uma nova experiência de televisão, num serviço integrado com internet e voz, já a promessa tão propagandeada era praticada cá em casa. Com o tempo fui-me afastando da televisão que a gestão de afectos, acreditem ou não, também passa pela gestão da caixa ex-mágica. Cá em casa só há dois comandos, um para cada uma dessas caixas, e o único que tem uma no quarto é o mais velho. E sabem que mais? Se há dias em que creio serem poucos, mas isso não me faz sequer ponderar em aumentar o parque televisivo do lar, há outros em que paira a sensação de serem demais. Não é de agora, já há muito tempo que oiço “o comando é meo”. E já perdi a conta às vezes que disse, é teo? então fica lá com ele. É que tenho a sensação que ele, cá em casa, não é de ninguém.

14 comentários:

powerball lottery disse...
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Cristina Ribeiro disse...

Não me pergunte porquê, até porque a estas horas eu só seria capaz de responder aquela " as ideias são como as cerejas" e blá,blá,blá :), mas lembrei-me agora daquele instante publicitário da EMI:"his mast6er's voice"- o comando não responde à voz do dono, não? :)

PSB disse...

Mike
Obviamente que conhece muito do que já foi escrito sobre a simbólica detenção do poder que, em casa, a posse do comando da televisão representa. Fonte tantas vezes de disputa e zaragata entre casais, em que ver o futebol (essa alienação...) ou a telenovela (outra...) representa a oportunidade de expiarem os seus ódios de estimação.
Cá em casa, a posse do comando é, definitivamente, dos miúdos (daí estar a cair aos bocados, remendado com fita cola, fruto das 'lutas' que tem provocado a sua detenção).
Naturalmente, quando a 'minha voz de comando' o exige (porque me interessa ver alguma coisa em particular), os ânimos apaziguam-se e o comando, aparelho, sente-se protegido e seguro. Por um bocado, não vai ser disputado por mais ninguém.
Um abraço

Once In a While disse...

eu já falei das minhas incompatibilidades com essa coisa? ah já? pronto, não me repito. ;)

Lá em casa há um. E na maioria das vezes tristemente abandonado em cima do móvel. Já o da aparelhagem .. um desassossego. ;)

(PS_ Pedro, já me ri eu com a voz de "comando"!)

ana v. disse...

Eu vejo cada vez menos televisão. Notícias e pouco mais. Passo o comando, de boa vontade, para quem lhe tiver mais amor do que eu.

mike disse...

Cristina, :) :)

Pedro, felizmente o comando nunca constituiu uma fonte de zaragata entre o casal (enquanto houve casal). Já com a criançada, não é bem assim, mas revejo-me no retrato que o Pedro faz no seu comentário (risos).
Um abraço.

Miss Once, já falou sim... (eu, lendo o seu comentário e rindo-me, com dificuldade em conter o riso). :)

Então Ana, o comando não é seo... :)

fugidia disse...

O comando lá de casa também está todo esfrangalhado: disputas infantis... que eu raramente vejo televisão. Não é meo, portanto :-)))

mike disse...

Fugidia, definitivamente o comando não é seo... :)

O Réprobo disse...

Meu Caro Mike,
tudo o que nos diz é muito sensato. Vou procurar uma coisinha que tenho em mente, para mostrar os sacrifícios a que o controlo remoto da TV pode conduzir.
Abraço

mike disse...

Procure mas depois mostre, Caro Réprobo. Ficamos à espera.
Um abraço.

Luísa disse...

Meu caro Mike, precisamente porque a gestão dos afectos passa pela gestão da caixa ex-mágica, comecei a ver telejornais e jogos de futebol. (Mas já declarei que atingi o meu limite e que me recuso a ver programas de caça e pesca e, no caso da jovem descendente, as séries da Fox Life.) Entretanto, viciei-me um pouco nas notícias e «o comando é meo», imperativamente, entre as nove e as dez da noite de quase todos os dias. :-)

Anónimo disse...

Mike, um segredo: cá em casa, o comando é sempre meu...

mike disse...

Luísa, "o comando é seo" durante tanto tempo? Felizarda a senhora... :)

Anónimo, temos outro felizardo (felizarda?), portanto. Ou não?

Anónimo disse...

Felizarda. Sou a Rita F. Não sei aparecer aqui se não como anónima, bolas!

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