29.7.09

O que são “afectos inteligentes”?

A pergunta é desconcertante e é feita no Alter Ego. Sim, desconcertante é, a meu ver, a palavra certa e talvez seja por isso, também, que gosto de o visitar. Antes de termos tempo para raciocinar segue-se de imediato outra pergunta. E funciona? O meu comentário, em forma de resposta às questões colocadas foi simples e directo. Disse que achava que só esses é que funcionam, ou pelo menos são os que funcionam melhor. Quem perguntou pediu explicações, afectuosamente desconcertante, como é seu hábito. “Afectos inteligentes” soa tão mal quanto “gestão de afectos”. Mas ela existe, é necessária e, na maioria dos casos, é providencial e aconselhável. Os afectos são racionalizáveis? Entendo que sim, evitando dizer, claro que são. Mas deixemos de parte a gestão de afectos e concentremo-nos nos afectos inteligentes. Partamos do princípio que afectos implicam pelo menos duas pessoas e evitemos entrar em considerações retóricas sobre a importância do afecto. É importante e ponto. E para ser ainda mais simples a minha explicação (sim estou preguiçoso e não me apetece andar às voltas do assunto), consideremos os afectos inteligentes aplicados num casal. Ora um casal são duas pessoas, muitas vezes antes de serem um casal, com estados de espírito diferentes, com desejos e vontades distintas e nem sempre convergentes. Na individualidade de cada um, a manifestação de afecto quere-se e só funciona se for inteligente. O silêncio e o respeito pelo espaço individual é um bom exemplo de afecto inteligente. Demontrar solidariedade através de perguntas ou gestos de carinho em situações idênticas também é uma manifestação de afecto. Mas será em alguns casos inteligente? e funcionará? Vamos lá concluir isto que se está alongar demasiado. Sempre ouvir dizer que uma das virtudes que as mulheres apreciam num homem e vice-versa, se bem que em menor percentagem (não percebo os homens neste caso), é a inteligência. Então porque raio haveria ela, inteligência, de diminuir o conteúdo e a essência dos afectos? Eu acho até que os valoriza, contribuindo para que eles, os afectos, aconteçam no momento certo, no lugar certo e no sítio certo. Mantenho o que disse, na altura intuitivamente, agora de uma forma mais racional e estruturada. Afectos inteligentes não desvirtualizam os não-inteligentes, nem devem ser considerados menos genuínos, mas têm mais condições de serem mais eficazes, ou seja, funcionam.

50 comentários:

fugidia disse...

Uma discordância:
«Ora um casal são duas pessoas, muitas vezes antes de serem um casal (...)»
Eu retiraria a vírgula e o «muitas vezes».
Ponto.

Mike disse...

Penso de igual forma, Fugidia. Apenas quis evitar generalizar tão assertivamente. Ponto. (risos)

fugidia disse...

Não tenho a menor dúvida de que os afectos devem ser inteligentes.
A ternura, o amor, a amizade que temos pelo Outro devem crescer equilibradamente, reconhecendo e valorizando-o como Pessoa distinta de nós.

E afinal de contas, a inteligência não deve ser emocional?!
:-)

Mike disse...

A inteligência deve ser emocional, mas as pessoas ainda têm dificuldade em aceitar o facto das emoções deverem ser inteligentes. Soa mal, mas devem. :)

fugidia disse...

Yep...

Fui ler o post e o comentário-interpelação da Margarida: ela coloca a questão do que são os afectos inteligentes de outra forma: são os que implicam afeiçoarmo-nos «a quem racionalmente achamos que devemos nos afeiçoar? (e isso não será muito saborzinho a plástico?)».
Lá está, é o tal conceito de "diminuição" que se dá à expressão.
Afecto inteligente, para mim, não tem nada a ver com calculismo ou este tipo de racionalidade.
É a capacidade que tenho de compreender o Outro que amo e, tendo vontade de com ele caminhar, aceitá-lo como é (o que não deve significar que se deixe de ser exigente com ele, claro).

GJ disse...

Mesmo depois de serem um casal continuam a ser duas pessoas com interesses comuns e afectos que podem ser simultâneos. O silêncio é uma forma de afecto inteligente se significar que um entendeu que o outro não quer falar. E é simultâneo em compreensão. A vontade emocional de um é respeitada pela emoção racional do outro. Entre emoções e afectos a inteligência deverá imperar, portanto gestão dos afectos é apenas sermos capazes de efectivamente termos competência afectiva.

Luz disse...

Só as relações inteligentes sobrevivem.
E falando como uma brazuca: sem inteligência não há tesão. :))

Margarida disse...

Posso me afeiçoar a alguém que, embora me irrite solenemente com a sua mania de não gostar de sushi, comédias românticas e detestar viver no campo, me encha o coração. Sei que a relação não terá futuro mas a minha vontade de morder o mundo por essa pessoa é, inequivocamente, um sentimento que vale a pena. Posso - inteligentemente - afeiçoar-me a alguém que sim, sabe fazer rolinhos de salmão cru com arroz japonês, adore a Sandra Bullok (deve estar mal escrito) e sabe andar de cavalo e plantar melões. Isso sim, é reconfortante e dá-me perspectivas de futuro. Tem o mesmo sabor? não sei.

Quando falei em afectos inteligentes, queria falar de não nos deixarmos envolver por alguém que sabemos, racionalmente, não nos trará felicidade e a única felicidade que temos é espontânea e é somente pelo sentimento que nos causa. Concordo, sim. Os afectos devem ser inteligentes e - lamentavelmente - organizados, mas o que é que quer, Mike? ainda estou a crescer e isto de crescer tem muitos porquês

(E obrigada por me ter elucidado. Gosto de si)

ana v. disse...

Claro que a inteligência é muito útil em tudo na vida, e os afectos não são excepção. Equilíbrio, ponderação, capacidade de compreender a pessoa que amamos e aceitá-la como ela é, respeitar a sua e a nossa liberdade, contar até dez antes de dizer ou fazer uma asneira... tudo perfeito e assim é que é bonito e duradouro. Mas estamos a falar de emoções, meus amigos. Não são incompatíveis com a inteligência mas, muitas vezes, não gostam de ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo com ela porque as emoções são muito senhoras do seu nariz. O que quero dizer é que não somos perfeitos, nem máquinas afinadas para não errar nunca. Perguntem a quem quiserem quais são os momentos mais inesquecíveis que tiveram na vida... todos eles, sem excepção, têm sempre que ver com grandes emoções, e esse património é importantíssimo. Por isso entendo a Margarida e concordo com ela.

Além disso, isto cheira-me a discriminação: os afectos inteligentes são a elite dos afectos, mas os afectos burros também têm direito à vida...
Ponto. :-)

ana v. disse...

Quanto a um casal ser composto por duas pessoas distintas antes e depois de serem um casal... 100% de acordo!

Si disse...

Concordo em absoluto com a Ana e a Margarida, e recordo aquela frase já muito batida que diz 'o coração tem razões que a própria razão desconhece'.
É que, do meu ponto de vista, os nossos comportamentos perante os afectos, são na sua generalidade, racionais, e, mais do que isso, condicionados pelo socialmente aceite, tendo em conta que, por norma, as mulheres procuram companheiros da mesma idade ou ligeiramente mais velhos, da mesma altura ou mais altos, etc., etc., e os homens vice-versa (estes são exemplos mais gritantes, mas há muitíssimo mais, já enraizados no instinto, como o de sobrevivência, apontado pela Margarida).
Ainda que não o façam conscientemente, o que é certo é que o à-vontade é maior para partir para uma relação que cumpra estes requisitos.
Daí que, não me faça confusão nenhuma falar de afectos inteligentes e até calculistas e muito menos reconhecer que as emoções puras e duras são aquelas que rompem todo este espartilhamento, provocam comportamentos intempestivos e ocupam, por mais ou menos tempo, todo e qualquer lugar na racionalidade.
Basicamente, a isto se chama ser humano, acho eu, não sei....

Catarina disse...

A inteligência está presente em todos os seres humanos, mas só aumenta se for bem usada. Quanto mais inteligentes somos, mais coisas fazemos por amor. Uma pessoa estúpida, mas com amor, só tem duas opções para ajudar a pessoa amada, pois não consegue pensar numa terceira opção. Uma pessoa inteligente, cheia de amor, é mais capaz de ajudar a pessoa amada, porque tem mais escolhas e não conhece limites. O maior tesouro, na vida, é a sabedoria, e a vida deve ser feita como um jogo de caça ao tesouro.
Um beijo.

Mike disse...

Fugidia,
A questão é, também, essa. Quando há inteligência reduz-se as hipóteses do saborzinho a plástico, ao contrário do que as pessoas pensam, onde só a emotividade previne o "plástico".

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Gj,
Subscrevo, na íntegra, o seu comentário. E acaba de fazer uma "inimiga" na pessoa da Ana, com essa história da competência afectiva (que, como sabe, aprovo). (risos)

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Ora, Luz, não é preciso ser tão fundamentalista... (muitos risos)

Mike disse...

E eu de si, Margarida. :)

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Ana,
Claro que os afectos inteligentes são a elite dos afectos, menina. É, também com isso, que a competência vem à tona. Pronto! (risos)

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Si,
Obrigado pelo seu comentário. Mas desconfie da frase que diz que "o coração tem razões que a razão desconhece", porque até aí a inteligência existe, ou devia existir. ;)
Senão ficamos na outra em que "o corpo é que paga (e o coração também) quando a cabeça não pensa". ;D

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Catarina,
... "quanto mais inteligentes somos mais coisas fazemos por amor"... gostei! :)

¤¤¤¤ disse...

E pretende "afectos" significar "sentimentos"?

No que diz respeito ao "inteligentes" serão sempre na exacta proporção da nossa maturidade/experiência ou calo!

Pavlov deveria ter uma boa teoria para isto (:

Bem puxado o tema (felicitações a si e ao/à Alter Ego).

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Já agora, Mike, deix-me dizerlhe que também aprecio os afectos irracionais, provocados pelos momentos de paixão. São ( normalmente)violentos,pouco duradouros e têm a desvantagem de provocar, com frequência, efeitos devastadores. Mas são os mais genuínos.
Concordo, poém, que uma vida a dois só pode ser estável se a relação for pautada por afectos inteligentes.
Quanto aos afectos funcionais ... bem, compreendo-os, mas são um pau de dois bicos e a palavra funcional leva-me a um significado extremo ( que sei não ser aquele a que se refere) de afectos de conveniência. Esses, desprezo-os.
Muito boa a reflexão, Mike

fugidia disse...

Fiquei com algumas dúvidas depois dos comentários da Ana, da Si e do Carlos:

1. Porque é que a inteligência e a emoção não gostam de ocupar o mesmo espaço, Ana? E onde colocas a inteligência emocional? E claro que os grandes momentos têm que ver com grandes emoções mas não vejo que a inteligência esteja arredada desses momentos...

2. Não entendo porque se confunde os afectos inteligentes/racionais com calculistas, Si.

3. Carlos, porque é que os afectos irracionais são os mais genuínos?
Eu acho que qualquer afecto é genuíno; o que pode suceder é haver simulação de um afecto... (ou, se quiserem, um afecto de conveniência que, concordo, é desprezível)

Margarida, gostei de a ler mas acho que partimos de premissas diferentes: para mim afecto inteligente não é querer envolver-me com alguém só porque acho que é a pessoa "certa" para mim, independentemente de essa pessoa não me encher o coração.

Afecto inteligente é querer envolver-me com uma pessoa que me faz tremer as pernas, me deixa com o coração do tamanho do quarto, da casa, do mundo e ter a capacidade de compreender que é uma pessoa distinta de mim que tenho de saber respeitar na sua individualidade, nos seus desejos e quereres, ainda que diferentes dos meus.

"Mesmo sabendo que a relação não terá futuro?" Interessante esta sua questão.
Mas sabemos que não tem futuro, antes do eventual final?
Antes de termos arriscado e dado tudo?
Sinceramente, acho que não.
Podemos começar, a certa altura, a intuir e aí devemos racionalizar se queremos continuar mais um pouco ou se paramos.
Eu distingo este processo de racionalização dos afectos: em vários momentos temos de parar e tentar perceber se o que temos com o Outro pode/deve continuar.

:-)

Marie Tourvel disse...

Meu afeto por você é inteligente, Mike. ;)

Beijinhos

Luísa disse...

Na minha opinião, Mike, os afectos podem - e devem! - ser inteligentes de duas maneiras: pela escolha de um objecto possível e compatível; e por uma eficaz auto-alimentação, aproveitando, numa corrente da vida que tende a desgastar, todos os pequenos momentos e afinidades que ajudam a conservar. Mas, nesta relação inteligência/afecto, a inteligência é apenas um meio, enquanto que o afecto ou amor (no conjunto pessoa e emoção) me parece um fim. ;-D

Mike disse...

####,
Eu acho que sentimentos são uma coisa e afectos são outra. E à inteligência, principalmente a emocional, não é alheia a experiência e a maturidade. Estou de acordo consigo. :)

p.s. - quem puxou o tema foi a Margarida no Alter Ego. :D

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Ah Carlos, creio percebê-lo quanto aos afectos irracionais. :)
Mas aí, meu caro, estamos nas antípodas. Só mais uma coisa: afectos inteligentes sim, afectos funcionais não. :)
Abraço.

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Fugidia,
A menina hoje está muito desconversadora... (risos)

Mike disse...

Marie,
Então é bom e funciona. (muitos risos)

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Luísa,
Sabe que esperava que nos dissesse que os afectos devem ser inteligentes? ;)
Só discordo com facto do afecto ser considerado por si como um fim. Mas isso seria uma conversa que dava pano para mangas e nisso, como sabe, não sou bom. (risos)
Já a GJ... (mais risos)

GJ disse...

Mike, lembra.se que combinámos que os vestidos ficavam sem mangas?(risos)

GJ disse...

Mike, longe de mim querer a Ana como "inimiga", no entanto, penso que tem de existir competência mesmo na loucura. Recordo o dia em que uma das minhas raparigas foi apanhada a fumar. O julgamento masculino(pai)foi o seguinte: fizeste mal por estares a fumar, mas o principal pecado foi teres sido incompetente: deixaste-te apanhar.
O julgamento feminino foi repreender o acto mas elogiar a confissão antes do telefonema do colégio se fazer sentir.
Ela continuou a fumar mas nunca mais foi apanhada.
E agora? Concluimos que o afecto inteligente ganhou sobre o afecto emotivo ou não concluimos nada?
Ou ainda, julgamos o adulto que tendo apelado à competência incentivou o vício ou julgamos os três dentro das suas competências?

Mike disse...

Pois é, GJ... tem razão, os vestidos ficam sem mangas. lol

Quanto à história deliciosa de uma das suas raparigas, não concluimos nada, pode ser? (risos)
Quer dizer, podemos concluir que a pequena tem personalidade e carácter, apesar de não ter sido 100% competente. Mas desculpa-se atendendo à idade. :D

ana v. disse...

Antes de mais, seria muito difícil eu ficar inimiga da GJ por uma divergência de opiniões, como de ti também (eu sei que "inimiga" é força de expressão, mas apetece-me desconversar e lembrar-te que tens de ter cuidado com essas palavras mais emotivas que bem geridas, que contrariam a tua tese e me dão razão... lol).

Depois, e agora para a Fugi, o que quero dizer é que os momentos que gravamos na memória para toda a vida são quase sempre os de emoção pura, sem grande gestão nem inteligência, embora ela possa ter estado presente na origem desses momentos. Eu dou um exemplo: sabemos que é preciso concentração e disciplina (competência também, claro, Mr Mike!) para cozinhar um prato sofisticado, mas o que nos ficará para sempre na memória é o momento em que os sentidos o experimentam (paladar, visão e olfacto, pelo menos). Ou seja, emoção pura. Às malvas com a inteligência que nos diz que aquilo nos arruina a dieta ou nos faz subir o colesterol... se a deixarmos comandar o momento, lá se vai o prazer substituído pela culpa.

E finalmente, para a doce e inteligente Catarina, que diz que "quanto mais inteligentes somos mais coisas fazemos por amor"... neste caso fazem-se, quando muito, "melhores" coisas, não necessariamente "mais" coisas. Não, não posso estar de acordo. Conheço inteligentes muito egoístas e burros que sabem amar como ninguém e que são muito mais generosos. Se isso fosse verdade, o amor estaria vedado aos deficientes, por exemplo. E todos sabemos como eles se entregam. Por amor fazem-se coisas com o coração, embora o ideal é que ele seja ajudado pela inteligência.

Lembro o Pessoa (como não?):
Quem ama nunca sabe o que ama,
Nem sabe porque ama,
Nem o que é amar.
Amar é a eterna inocência
E a única inocência é não pensar.
(Alberto Caeiro)

Um beijo a todos.
Emotivo e burro qb :-))

ana v. disse...

Ena, estiquei-me... lá está, foi a emoção. ;-)

Si disse...

Em resposta à Fugidia:
O que eu digo é que, contrariamente à opinião expressa pelo Mike, não me choca absolutamente nada utilizar a expressão 'afectos inteligentes' (e aqui inteligência nada tem a ver com esperteza, mas com racionalidade) ou até calculistas, precisamente porque a razão está subjacente (mesmo que inconsciente) à maior parte dos afectos. E essa razão está ainda e também condicionada pelo socialmente imposto.
Senão vejamos: é ou não racional que uma jovem, a quem foi imposta uma educação rígida e pouco comunicante, facilmente dirija os seus afectos para um rapaz com comportamentos sociais opostos?
É ou não racional, e até calculista, que alguém que já tenha sofrido más experiências com companheiros(as)anteriores, tente minimizar um novo sofrimento, na escolha de alguém?
Depois, a questão da emoção: como diz a Ana, não é incompatível com a razão, mas que pode ultrapassar os limites desta, isso pode, ou não fossemos seres animais, a quem o instinto, por vezes cega, seja por sobrevivência, seja por raiva, seja por ímpeto sexual. Daí também, penso eu, que o Carlos afirme que estes são os mais genuínos, já que, pelo menos serão, concerteza, os menos cerceados pelas inúmeras barreiras racionais, sociais e até químicas que o nosso cérebro se dispõe a ultrapassar, na tentativa de se satisfazer com as feromonas de alguém...

bacouca disse...

Mike,
Exactamente!
E mais não tenho a acrescentar e inteligentemente assino por baixo!

GJ disse...

Ana, discriminação não tolero!) Proponho, que se faça já um manifesto a favor dos afectos burros...ponto.))

GJ disse...

Tenho uma dúvida. Andamos a falar demasiado em ortografia, são os pontos e as vírgulas... será que me está a escapar alguma coisa?
Serão as vírgulas que nunca sei onde colocar?))

Margarida disse...

Fugidia: acredito cada vez mais que as coisas, quando devem dar certo, começam logo a dar certo, flui facilmente e tudo corre bem, sem se dar pelo tempo a passar e sem grandes necessidades de encaixe.

Acredito mesmo nisso, sabe?

(Desculpe responder no seu blog, Mike mas é que acredito mesmo )

Mike disse...

Ana,
Inimiga está "inimiga", um termno carinhoso e inteligente. (risada)
Bem sei que respondes à Fugidia, mas deixa-me que te diga que num prato bem confeccionado em que o que nos fica é o paladar, visão e olfacto é preciso ser-se inteligente e competente para o confeccionar. Mas isso sei que sabes... só que te apetece desconversar, ora. ;D

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Si,
Deixo que a Fugidia lhe responda, ok? :)

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Bacouca,
Isso é que falar (ou escrever) inteligentemente. (risos)

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Gj,
Onde é que eu assino contra os afectos burros? ;D

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Margarida,
Faz muito bem em responder aqui. E a menina, está visto, é uma eterna romântica. :)

Lisa Nunes disse...

Mike,
primeiramente, parabéns pelo post e pela reflexão que nos fazez a um tema tão complexo.Os comentários estão todos ótimos, sem excessão.
Quero acrescentar aqui um texto que faz referencia ao seu texto e tráz um tempero a mais para a relação a dois: a criatividade

"A criatividade é vizinha da inteligência e as duas se complementam. Enquanto o inteligente é capaz de montar um espetacular banco de dados e dispor dele,o criativo tem o poder de sintetizar as informações e combiná- las para obter algo novo e diferente.
Em maior ou menor grau, todos nós temos essa habilidade. O que acontece é que a gente se acomoda, deixa de usar e ela acaba enferrujando. CRIAR é OXIGENAR a rotina.
Interromper o que está dando errado para ouvir música,
mudar de lugar, abrir um champagne gelado, se deixar envolver pelo novo para se inspirar e querer recomeçar. Simples assim"

Um Grande abraço
Lisa

Mike disse...

Lisa,
Obrigado pelo seu comentário. Curiosamente, e sendo o seu comentário conduzido para uma relação a dois, não pude deixar de pensar na minha profissão de publicitário. Mesmo quando se trata de trabalho criativo, costumamos dizer que um criativo primeiro deve pensar certo (e para isso precisa ser inteligente) e depois executar criativamente bem e bonito. Abraço.

cristina ribeiro disse...

Mike, concordo com o Carlos, quando fala no bom dos afectos irracionais, de momento, mas depois, o melhor é pararmos e racionalizar, pensar se é por aí que queremos continuar.

Mike disse...

Claro, Cristina. E eu concordo consigo. :)

Ana Mestre disse...

Mike...podemos ser inteligentes e ser afectuosos e juntar as duas coisas...
Boa semana.

fugidia disse...

Hum... acho que já estamos a utilizar palavras diferentes para dizer a mesma coisa e as mesmas palavras para dizer coisas diferentes :-)

Margarida,
compreendo o que diz porque é o que sinto com quem amo: as "coisas" começaram logo a "dar certo", a fluir natural e facilmente, sem se dar pelo tempo a passar.
Mas sempre senti necessidade de "encaixar" :-)
Porque sou mais emotiva e ele mais racional; mais complicada e ele menos, só para dar dois exemplos.

Costumo dizer, e falo a sério, que se me tivessem elencado numa lista as características dele não teria tido muito interesse em conhecê-lo.
Sorte a nossa termo-nos conhecido antes de eu tomar conhecimento da lista...
:-)))

mdsol disse...

:))

Mike disse...

Ana Mestre,
Devemos ser inteligentes e afectuosos ao mesmo tempo! :)))
Boa resto de semana. :)

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Maria do Sol, :)))

GJ disse...

Fugidia e Mike, estive a reler os nossos comentários. Captou-me o primeiro. "ora um casal são duas pessoas muitas vezes antes de serem um casal..."(sem vírgula)

Pergunta: podem duas pessoas ser vários casais em momentos diferentes das suas vidas até se encontrarem e passarem a ser um casal de uma só pessoa?

fugidia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fugidia disse...

Gj,
não sei ainda, estou a pensar... :-)

Lembrei-me logo "dos vários homens", que é sempre o mesmo, que a têm acompanhado, e de como (românticamente?) temos a tendência e a vontade de nos tornarmos num "casal de uma só pessoa", por muito que uma voz cá dentro grite que isso não é possível/desejável...
E não me sai da cabeça este pedaço de letra do One dos U2:

"We're one, but we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One"

(acho que vou ter de postar sobre isto)
:-)

mike disse...

Ó GJ, não faça mais perguntas que já estou baralhado. É que eu sou um rapaz, que raio!... (risos)
Só se sei que assino o abaixo assinado contra os afectos burros e os não-afctos. ;)

...................................

Isso, Fugidia, medite, medite... que eu já não consigo. (gargalhada)

fugidia disse...

Mister, a dizer-me para meditar?!
Sabendo-se onde isso nos pode levar?!
Nem parece seu!!!
(gargalhada abafada)
:-)

mike disse...

É que as meninas são melhores a meditar que os rapazes... (sorriso embaraçado) :)

fugidia disse...

lolololol

(ai Mister-diabinho-armado-em-anjinho...)
:-)

GJ disse...

Mas enquanto tenta desencurralar o Carlos e o Nelson continuam à sua espera lá no memories 7. O Carlos já tem as flores é só pedir a música (gargalhada)

PS: Pode levar acompanhante, sugiro a Fugidia, depois a Ana, a Si já está sentada na primeira fila, a Rita .....:)))

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Fugidia: porque estão em estado bruto

fugidia disse...

(boa resposta, Carlos)
:-D

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