13.1.09

Entre a troca e a esperança.

Quando Epitemeu abriu a caixa, não resistindo à curiosidade, libertou todos os males que haviam de afligir o mundo, antes de a voltar a fechar apressadamente. No fundo da caixa restou a esperança. Algo que Christine Collins nunca perdeu, mesmo quando, nove anos depois, um dos companheiros de infortúnio do filho Walter apareceu são e salvo, levando a todos crer que a sua cria não o estaria. Um papel interpretado de forma soberba por Angelina Jolie, dirigida de maneira sublime por Clint Eastwood, para mim o realizador contemporâneo que melhor dirige actrizes. Sem truques cinematográficos supérfulos ou uma realização fazendo recurso a modernices. A vida, o amor, a dor, o drama, a coragem e a esperança, trazidas até nós, nuas e cruas, pela câmara e pelo talento e experiência de um dos melhores realizadores da actualidade. Um filme avassalador que nos envolve irremediavelmente e onde o significado de crença e esperança ganham uma dimensão superior.

8 comentários:

fugidia disse...

Sim, sente-se o peso... da esperança. Que se torna dramática.
Excelente filme, Mister.

Mike disse...

Assim achei, Fugidia. Soberbo.

Grande Jóia disse...

Ah, a Angelina Jolie e um filme que ainda não vi, mas que não se pode perder.

Mike disse...

Não se deve perder, GJ. Pelo menos em meu entender. Também em meu entender, há ali mais Clint Eastwood que Angelina, mas isso sou eu que penso.

ana v. disse...

"Um papel interpretado de forma soberba por Angelina Jolie"? Não há dúvida, o Clint Eastwood faz milagres... ;-)
É a terceira crítica entusiasta que leio sobre este filme. Rendo-me: vou vê-lo.

Mike disse...

Vai vê-lo, Ana. É um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. E sim, o Clint Eastwood é um mestre na direcção.

Teresa Ribeiro disse...

Estou cheia de vontade de ver este filme e críticas como esta só aumentam ainda mais a minha curiosidade.

Mike disse...

Não perca, é o que lhe posso dizer. :-)

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