Acedi ao convite sem hesitar. O espaço está lá há muito tempo mas esquecemo-nos que, provavelmente, é a melhor vista panorâmica de Lisboa, fazendo jus ao nome do restaurante. Uma vista deslumbrante, em que o casario se estende, ondulante, parecendo ter vida própria, numa vénia prolongada ao rio que o acolhe, sorridente, com uma cumplicidade rara e num caleidoscópio de cores que, segundo dizem, apenas Lisboa nos consegue oferecer, principalmente quando nos encontramos no tôpo do Hotel Sheraton. O Panorama está diferente. Mais descontraído, mais arejado e mais cosmopolita, predominando um ambiente casual chique. Almocei muito bem e apreciei a lounge music que nos acompanhou à refeição. Aderi ao peixe do dia, garoupa, seguindo o conselho do chef, muito simpático, e com quem tivemos a oportunidade de trocar impressões gastronómicas por breves momentos. Abri as hostilidades com uma heresia e encerrei-as da mesma forma. Bebi cerveja ao almoço, contrariando o conselho da Cila do Carmo, que teve a amabilidade de fazer o convite, e dispensei os deliciosos pastéis de nata à sobremesa. Reavivou-se um magnífico espaço, outrora esquecido, e que reúne os principais elementos para uma excelente refeição.Sugestão: a galeria de fotos do site do Hotel não faz, nem de perto, nem de longe, jus à vista deslumbrante de que podemos desfrutar no Panorama. Eu corrigiria esse “detalhe”.



