6.3.11

Acerca de terapia.

Um homem passa as semanas numa gestão milimétrica do tempo, esse luxo precioso nos dias que correm. Uns dias em Paris metido em salas de reunião, outros dias em Londres entre quatro paredes, que poderemos chamar, também, salas de reunião, e eis que chega a sexta-feira. Tardia, mas chega. E com ela sonhamos com o sábado que está prestes a receber-nos para um merecido repouso. Às 08:30h desse sábado o homem é acordado com um convite que soa a forte e irrecusável recomendação. Para caminhar. A tal terapia de que já vos falei. Caminhar junto ao mar. Dez quilómetros, no total. A meio da caminhada, já sem ter a certeza se os músculos das pernas me tinham abandonado algures, quase juraria que as virilhas tinham decidido apanhar um táxi de volta ao estacionamento. Algo que deveria ter feito também. Mas o orgulho, esse maldito companheiro, quer dizer, a terapia, essa abençoada companhia, levaram-me a decidir o contrário. Mal sabia eu que no sábado tínhamos ficado a meio da terapia. Amanhã coloco um anúncio, dando alvíssaras a quem encontrar uns músculos destroçados e umas virilhas cansadas, lá para os lados de Cascais.

5 comentários:

papoila disse...

As dores são directamente proporcionais ás necessidades do desportista:)))...muitas dores, muito cansaço:é porque o corpo está mesmo a preciso de entrar em forma!
Coragem! Para a próxima custa muito menos...

fugidia disse...

Esta, parece-me, é uma excelente oportunidade para um anjinho treinar os músculos, para mais tarde poder ir a pé até Fátima... ;-)

Luísa disse...

Fugi, essa é a terapia completa! Falamos ainda de um «diabinho», mas com semelhante tratamento, a transformação é mais do que certa. ;-D

GJ disse...

Julgava que lá por ter andado entre Paris e Londres ( em trabalho,diz)se safava da terapia?

E quanto a ir a Fátima como diz a Fugi, treine que os anjinhos fazem 50km/dia.;)))

Mike disse...

Papoila,

Eu fico em tal estado que nem estou condições de me pronunciar sobre proporcionalidades. (risos)
Para a próxima? para a próxima apanho um taxi. (mais risos)

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Fugidia,

Para ir a Fátima já teria que ser convencido. A pé?... só um milagre, menina. (riso abafado)

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Luísa,

Parece-me que a senhora não está a ser imparcial... é que os anjinhos não precisam ir a Fátima, não acha? ;-))

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GJ,

Quem lhe disse a si, ó Colega, que eu sou um anjinho? (gargalhada)