13.11.09

O que é nacional é bom (XIX)

É o realizador mais velho do mundo em actividade e autor de trinta e duas longas-metragens. É professor honorário da Academia de Cinema de Skopje, recebeu o Prémio Mundial do Humanismo, é doutor honoris causa pela Universidade do Algarve, recebeu distinções nos festivais de cinema de Cannes, Veneza e Montreal, as suas obras foram reconhecidas com o Leão de Ouro por duas vezes, recebeu uma Palma de Ouro e foi condecorado pelo Presidente da República com a Ordem de Sant’iago e Espada. Manoel de Oliveira é um cineasta admirado, respeitado e com reputação mundial. Manoel de Oliveira é nacional e é bom.

11.11.09

4 & 1 Quarto?

Uma mulher e um homem.
Outra mulher, outro homem.
As almas suspensas, adiadas, dilatadas, transidas.
Atrevem-se e gozam. Juntos. Os quatro. Até ao fim.
Dois homens agora. Duas mulheres de fora.
Onde fica o amor? Que sobra a alma?
Talvez pouco. Talvez tudo.
Não sabem. Alguém sabe?

Não vos vou contar o fim do mais recente romance da Rita Ferro, até porque ainda não sei como é o princípio. Mas mesmo que soubesse, não contava. É que em 20 anos e depois de 20 livros, a Rita não gosta que lhe contem o fim.

Business as usual, mas...

... mas estava em Amsterdão e tinha uma manhã livre, numa cidade de que gosto e onde me sinto bem, por isso decidi apontar a agulha da bússola ao Museu Van Gogh sem me preocupar com a reunião, habitualmente dura, que me esperava a seguir ao almoço. Acreditem ou não, a maioria das pessoas que encontrei no museu eram jovens. Bem sei que se tratava do Museu Van Gogh e não do da Marinha, mas mesmo assim o facto não me passou despercebido e não consegui evitar uma fugaz comparação sobre o que se passa em Portugal. E eu não sou fã de museus, mas isso agora não interessa. A segunda surpresa, e esta divertiu-me mais, foi ter descoberto que o Vincent nasceu a 30 de Março, exactamente 107 anos antes da minha mãe me ter dado à luz. Van Gogh, um dos meus pintores favoritos, sempre me intrigou na sua abordagem. Um homem cheio de fantasmas, avesso à cidade e que amava o campo. Um homem que manifestava na tela o seu lado mais naif quando a natureza era retratada, mas quando se tratava do ser humano era incapaz de pintar um sorriso. Um homem atormentado que o talento e a mestria do pintor não traíram, tão sofridos e marcados são os rostos que a sua obra nos oferece. Descobri, também, que o Vincent, como é carinhosamente tratado no país das tulipas, escrevia bem, com uma caligrafia exemplar e que, nas suas inúmeras cartas dirigidas a amigos e ao irmão Theo, raramente deixava que transparecessem os seus tormentos. Afinal, tal como na vida e no business, fui ao Museu Van Gogh para me deliciar com a obra do pintor e descobri o homem e parte da sua vida. Como eu gosto.

9.11.09

Vou ali mas hei-de voltar. Até breve.

Amsterdão, onde me espera, de novo, a defesa de mais um business plan.

6.11.09

Bom fim-de-semana.


O que é nacional é bom (XVIII)

No Reino Unido é conhecido como the special one. Percebe-se porquê depois de, na sua passagem por Terras de Sua Majestade, ter revolucionado o Campeonato Inglês de Futebol. Inquieto e controverso, mas competente e eficaz, José Mourinho conta na sua fulgurante carreira com inúmeros títulos e troféus. Dois Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal, uma Supertaça portuguesa, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões, dois Campeonatos Ingleses, uma Taça da Liga Inglesa, uma Taça de Inglaterra e um Campeonato Italiano no seu ano de estreia, caminhando a passos largos para o bi-campeonato. É reconhecido mundialmente, é nacional e é bom.

2.11.09

Porque hoje é segunda-feira.


As minhas actrizes favoritas:

Catherine Zeta Jones