24.6.09

O que é nacional é bom. (VI)

Nasceu em Lisboa, estudou engenharia e é director de fotografia. É doutorado pela Universidade de Sorbonne de Paris, onde creio que vive, e recebeu a condecoração da Ordem do Infante. Foi nomeado pela Academia de Hollywood para o Óscar na categoria de Melhor Fotografia, pelo seu trabalho com Peter Weber no filme «Rapariga com Brinco de Pérola», depois de, em 1998, concorrer na mesma categoria pelo seu trabalho em «As Asas do Amor», de Iain Sofley. Para além destes dois realizadores, Eduardo Serra tem no seu curriculum trabalhos com Chabrol, Patrice Leconte, Michael Winterbottom e Michel Blanc. Será dele a responsabilidade da direcção de fotografia para “Harry Potter and the Deathly Hallows”. Eduardo Serra tem reputação internacional como director de fotografia, é nacional e é bom.
Este "o que é nacional é bom" é em especial para a Luísa, por se tratar de fotografia, um talento que felizmente não é oculto, e para que se mantenha numa boa onda.

Rua Amauri, 319, São Paulo.

Era, pelo menos enquanto vivi em São Paulo, um dos locais da badalação no fervilhante Itaim e ostentava a grife Fasano, tendo como um dos proprietários o empresário João Paulo Diniz, herdeiro da gigantesca cadeia Pão de Açúcar. A decoração é moderna e é um dos atractivos da casa, e foi criada pelo arquitecto Isay Weinfield. As paredes transportam o nosso imaginário para o cinema italiano e são decoradas a preceito por posters da sétima arte transalpina. Mas o charme da Forneria San Paolo, para mim, é o imenso balcão de vinte e dois metros de madeira envelhecida. Este restaurante é o local ideal, na capital paulistana, para uma refeição supostamente leve, depois de uma ida ao teatro. Do cardápio destaco o delicioso panini em pão de miga, com muzzarella, tomate fresco e manjericão, e o panini na massa de pizza com queijo brie, peito de peru, tomate fresco e azeitonas pretas. Não deixamos que a sede se apodere de nós e, para quem não aprecia cerveja, há bom vinho servido a jarro. Da cozinha também saem pizzas, pastas, saladas, carpaccios, carnes e deliciosas sobremesas. Também há os clássicos italianos que fazem sucesso, como o hamburguer com queijo cheddar e o hot dog com salsicha especial, feitos com massa de pizza e assados no forno de lenha. Uma delícia. Para quem deseja apenas uma sandwich, a lista é enorme e de fazer crescer água na boca. Confeccionadas pelo chef Rodrigo Gonçalves em pão de miga, em pão chapata, ou em massa de pizza, com mais de 30 opções de recheio, acompanhadas de salada ou batatas fritas. A partir da meia-noite, uma jukebox com 600 músicas entra em acção e a selecção é feita pelos próprios clientes, através duma ementa levada à mesa pelos empregados, quer dizer, pelos garçons. Resta-me acrescentar que a Forneria San Paolo é muito bem frequentada.

These guys are damn good.

Flight of the Conchords. From New Zealand.
Bret McKenzie e Jemaine Clement são uma dupla de comediantes.
Galardoados com um Grammy, entre vários prémios.

23.6.09

O que é nacional é bom. (V)

Foi fundada em 1906, contou com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa. O edifício, projectado por Xavier Esteves, foi construído de raiz em estilo neogótico e surpreende, a quem ali entra, pela escadaria circular, as enormes estantes iluminadas pela suave luz da clarabóia, e pelas estantes e bancas onde vivem cerca de cento e vinte mil títulos diferentes. A Livraria Lello é portuguesa e foi considerada a terceira mais bela livraria do mundo pelo The Guardian, jornal que a apelidou de "divina".

22.6.09

Porque hoje é segunda-feira.


As minhas actrizes favoritas:

Angelina Jolie

21.6.09

Meus companheiros inseparáveis (XIX)


Jimi Hendrix

Cenouras e pepinos, e uma certa ética.

















A minha mãe teve dois filhos homens. Mas desde cedo que não alinhou a educação dos dois filhos pela bitola, muito frequente há trinta anos atrás, de desculpabilização por certas coisas não contarem com a nossa participação por sermos dois rapazes. Em casa, objectivamente na cozinha, fomos saudavelmente compelidos a deitar mão a tarefas normalmente atribuídas às filhas. Costumo dizer que, em casa, a única coisa que não faço (até ver) é passar a ferro. E há quem diga que um dia me há-de ver a dobrar meias a dois. Nada a opor, antes pelo contrário. Mas há um ética pela qual me oriento, de que não abdico. Tem a ver, particularmente, com essas raízes de cor alaranjada e esses frutos de casca verde, de que tanto gosto. Cenouras e pepinos. Uma ética que aplico, mesmo na intimidade do lar e do casal. As senhoras podem deliciar-se, descontraidamente, saboreando cenouras e pepinos inteiros, depois de devidamente lavados, claro. Só uma mente prevertida e subjugada a ideias a que o Diabo não é alheio, pode ajuizar negativamente ou ver o mal onde ele não existe, quando uma senhora saboreia cenouras ou pepinos inteiros. Mas um homem não. Eu, pelo menos, continuarei a orientar-me e a seguir uma certa ética alimentar. Cenouras e pepinos, um homem só deve comer às rodelas. Não fica bem, entendem-me? Estou certo que sim. Da mesma forma que não fica bem a uma senhora ir à praça e tratar o tomate no plural, mesmo que compre uma dúzia de... tomate. Fui educado a fazer tarefas que normalmente estavam reservadas a raparigas, mas há limites, não acham? É uma questão de ética.