18.6.09

A minha aldeia? Nem adoptada.

Não escondo, (e porque haveria de o fazer?) que tenho preferências de leitura na blogosfera e admito que essas preferências se sedimentam com textos escritos com mestria, mesmo que homenageando e glorificando, de certa forma, algo que me é distante, como as aldeias. Devo, contudo, confessar, que foi a firmeza e frontalidade de um gira o disco e toca o mesmo que me fez sentar à frente do computador e voltar a escrever, desafiando o tempo que não tenho e, sobretudo, a disponibilidade mental para o fazer. E escrever sobre quê? Sobre as tais aldeias que me são distantes. Nunca tive uma aldeia, ou nunca senti que tivesse. E há trinta e quatro anos que desconheço o sentimento de ir à terra. Ou será que sempre desconheci? Não critico quem a tem e quem à terra vai. Mas também não invejo. Não gosto de aldeias, sejam elas pequenas e pitorescas, tenham dez habitantes ou um milhão. Não gosto da palavra, do que ela significa para mim ou como, de uma forma muito pessoal, é por mim percepcionada. Digo aldeia, como poderei dizer vila. Locais onde, supostamente, as relações se desenvolvem de uma maneira mais genuína e onde as coisas são mais ricas porque o tempo parou e a civilização também. Onde a nostalgia prevalece e se vivem raízes. Não gosto de aldeias. Desses locais pequenos que, pelo que me posso aperceber, nos acolhem e nos afagam, inundando-nos em memórias. Aldeia traz até mim um conceito de isolamento, uma coisa mignone e fôfinha que me tira a respiração. Aldeia é claustrofobia. Porventura porque nunca tive uma. Ninguém sente a falta do que não teve e entre mim e a aldeia é exactamente isso que se passa. Nunca tive e, confesso, não quero ter, nem mesmo adoptada.

5.6.09

Rosetta Tharpe ganhaste mais um fã.

Não resisti e confesso que não estou muito preocupado sobre o que o L. possa pensar deste descarado roubo ao Designorado. É que eu vibrei e muito com esta senhora a que o meu amigo L., com toda a propriedade e alguma ironia à mistura, apelida Jimmy Hendrix Granma. Não faz parte dos meus companheiros inseparáveis mas acreditem que podia e merecia. Rosetta Tharpe foi, e continua a ser, um caso sério de boa música. E ganhou mais um fã.

4.6.09

Bom fim-de-semana.


Foto: Nuno Ramos

1.6.09

O que é nacional é bom. (IV)

É conhecido (por poucos) pelo engenheiro da Pala do Pavilhão de Portugal, cujo nome é normalmente atribuído a um famoso e reputado arquitecto português. António Segadães Tavares foi o primeiro português a ser laureado com o prémio OStrA (considerado como o Óscar da engenharia de estruturas) pela ampliação do aeroporto da Madeira. É Professor Catedrático e um dos nomes incontornáveis e mais respeitados da engenharia de estruturas em todo o mundo. E é português.

Porque hoje é segunda-feira.


As minhas actrizes favoritas:

Jessica Lange