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24.5.10

15.3.10

Porque hoje é segunda-feira...

... abro uma excepção aos meus filmes favoritos e dedico este filme a uma pessoa que muito estimo e admiro, e que manifestou a sua preferência por filmes de guerra mas com submarinos. K-19 The Widowmaker é um bom filme, foi realizado pela a actual detentora do Óscar de Melhor Realizador (Kathrin Bigelow) e do elenco constam actores com reputação como são o caso de Harrison Ford e Liam Neeson. A bem da convergência cinéfila.

1.3.10

Porque hoje é segunda-feira, os meus filmes.

“My mum always said life’s like a box of chocolates. You never know what you’re gonna get”. Diz-lhe ele, inocente, quando estão os dois sentados junto ao lago, com a câmara de Robert Zemeckis apontada às costas de ambos. Forrest Gump foi um dos melhores filmes que vi e um dos que mais me tocou.

22.2.10

Porque hoje é segunda-feira, os meus filmes.

Sou fã de Charles Chaplin e Tempos Modernos é, provavelmente, o meu filme favorito do cineasta britânico. Data de 1936 e é uma contundente, mas deliciosa, crítica ao mundo moderno e industrializado que foi, aos poucos, escravizando a sociedade. Ainda hoje basta-me ver um pequeno trecho do filme para me rir. A mensagem social de Chaplin, essa continua lá, usando o cinema de forma magistral e com a mestria que lhe é reconhecida.

15.2.10

Porque hoje é segunda-feira, os meus filmes.

Clube dos Poetas Mortos

7.2.10

Foi cometido um delito. Mas de opinião.

Este texto, que considerei envolvente, arrebatador e extraordinariamente bem escrito pela Leonor Barros, aguçou o meu apetite e vontade de ver Invictus, estreado há poucos dias. A minha opinião sobre Nelson Mandela registei-a há cerca de três anos, quando escrevi “… principiei a leitura de Longo Caminho para a Liberdade, a autobiografia da personalidade pública que mais admiro e quase venero. Nesse Longo Caminho, um elevado e sublime exemplo de vida sobrepõe-se à exemplar referência política, retratada num texto admirável com um perfume poético, onde um homem simples coloca a si próprio uma missão por muitos considerada impossível, mas que tornou possível o milagre da reconciliação de uma nação: libertar ao mesmo tempo o oprimido e o opressor”. Do râguebi sou um incondicional apaixonado e ex-praticante, e revejo-me na célebre frase que o retrata como um jogo de arruaceiros praticado por cavalheiros, contrariamente ao futebol, um jogo de cavalheiros praticado por arruaceiros. Reviver uma parte, por mais pequena que fosse, da vida desse grande homem que foi, e é, Nelson Mandela, e reviver o mítico Campeonato do Mundo de Râguebi de 1995, numa história levada para a tela pelo Clint Eastwood, produtor e realizador de Invictus, o cineasta de filmes marcantes como Mystic River, Million Dollar Baby, Letters From Ivo Jima, Changeling e Gran Torino, já seriam motivos suficientes para me levar a ver Invictus. O texto da Leonor perfumou o caminho que me levou até ao cinema. Para, em meu entender, ver um dos piores filmes do realizador que tanto admiro. As expectativas, quiçá demasiado elevadas, não explicam o desapontamento. Salvaram-se as interpretações, sem grande louvor, de Morgan Freeman e Matt Damon, num filme surpreendentemente fraco e pobre, com Clint Eastwood a milhas, muitas milhas do que nos habituou recentemente, no seu melhor papel que é atrás da câmara. Retenho na memória, pelas piores razões, a cena da visita dos jogadores da Selecção Sul-Africana à cela de Mandela. Um momento em que o realizador desperdiçou mais uma oportunidade, entre tantas, de nos transmitir a grandiosidade do momento, quedando-se pelo banal. Inexplicável. Foi inevitável ter-me lembrado do texto perfumado da Leonor. E sorri perante o impulso de me conceder a liberdade de executar uma dupla condenação, ao texto e à autora. Afinal foi cometido apenas um delito de opinião. E delitos como o da Leonor têm mais desculpa e são mais gratificantes que a realização de Clint Eastwood em Invictus.

Nota:
A primeira vez que li o texto da Leonor Barros foi no Delito de Opinião (daí a referência ao título) mas não consegui fazer o link para o blogue correspondente, apenas conseguindo fazê-lo para A Curva na Estrada. Concerteza por manifesta inaptidão da minha parte.

1.2.10

Porque hoje é segunda-feira, os meus filmes.



Pulp Fiction

(Hoje deixo duas cenas apesar de, para mim, a cena do breakfast ser uma das que melhor define Pulp Fiction. Em respeito de quem tem manifestado relutância à violência, o lado mais light e fun do filme, na memorável e inesquecível dance scene).

25.1.10

18.1.10

Porque hoje é segunda-feira, os meus filmes.

Era uma vez na América.

11.1.10

Porque hoje é segunda-feira, os meus filmes.

Robert e Francesca tinham chegado a um ponto das suas vidas em que as expectativas faziam parte do passado. Contudo... contudo a vida, como quase sempre, tem contornos inesperados. Para Robert e Francesca foi tarde, apesar de glorioso. Mas para nós As Pontes de Madison County é um filme extraordinário, que chega sempre a tempo de ser visto ou revisitado.

4.1.10

Porquer hoje é segunda-feira, os meus filmes.

Um filme que afectou o próprio Steven Spielberg, que colocou na tela a história de Oskar Schindler, um checo que salvou a vida de mais de um milhar de judeus. A prática cruel que os nazis consideraram como “a solução final” aconteceu apenas há pouco mais de sessenta anos atrás. A Lista de Schindler para mim é um filme eterno. Por tudo.

30.11.09

Porque hoje é segunda-feira, os meus filmes.

Este filme é simplesmente sublime. Não me apetece escrever mais nada sobre A Vida é Bela. Apenas que é sublime. E porque gosto de rir, escolhi este pedaço.

23.11.09

Porque hoje é segunda-feira, os meus filmes.

Quase levou Coppola à ruína, pondo em causa, inclusivamente, o conforto de toda a sua familia. Prova melhor não haverá sobre as suas convicções e paixão pelo cinema. Um elenco de luxo, com alguns grandes actores em início de carreira, como Harrison Ford, Martin Sheen, Frederic Forrest e Laurence Fishburne. Vi Apocalypse Now várias vezes e continuo a vibrar sempre que o revejo. Baseado na obra Heart of Darkness de Joseph Conrad, Francis Ford Coppola realizou um filme galardoado com todos os prémios de que a indústria do cinema dispõe, nos EUA, França, Japão, Reino Unido e Itália. Um filme intenso e épico, onde a crueza da guerra e a essência do ser humano se misturam sob a mestria de uma realização magistral e de uma banda sonora inesquecível. Um filme que já faz parte da história do cinema.

16.11.09

Porque hoje é segunda-feira, os meus filmes.

Já soube parte dos diálogos, tantas foram as vezes, creio que sete, que vi Casablanca. Curiosamente, eu que nem sou apreciador de teatro, Michael Curtiz dirigiu Casablanca, em 1942, baseado numa peça de teatro. Alguns críticos consideram-no o melhor filme de todos os tempos. Não iria tão longe, até porque existe Citizen Kane. Casablanca marcou-me para sempre e, neste caso, não foi pela estatística dos prémios (Óscar para o melhor filme, melhor realizador e melhor argumento, para além das nomeações para melhor actor principal, melhor actor secundário, melhor fotografia, melhor montagem e melhor banda sonora). As interpretações irrepreensíveis de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman foram marcos nas carreiras de ambos e referências pessoais na forma como passei a olhar para o cinema. Casablanca tem, porventura, os diálogos mais memoráveis do cinema. E tem tudo o que a vida tem. Cinismo, paixão, medo, homens que se dão com Deus e com o Diabo, mistério, incerteza, corrupção e esperança. Casablanca não foi, para mim, o início de uma bela amizade com o cinema, mas uma amizade que, estou e crer, se perpetuará até ao fim da minha vida. E sim, a Ingrid Bergman era linda.

Porque hoje é segunda-feira.

As minhas actrizes favoritas darão lugar aos meus filmes. Não direi que são os favoritos porque defini-los como tal seria uma missão quase impossível. Os filmes marcam-nos de maneiras diferentes e fazem-no com maior ou menor intensidade, consoante a fase da nossa vida e o dia ou o momento em que os vemos. Para além disso, como não sou capaz de me abstrair da componente técnica que envolve o cinema, há filmes que me marcaram por esse lado e outros que me tocaram pelo lado emocional da história. Mas, confesso, que “os meus filmes” deixaram mais marcas pela técnica. E leia-se técnica um conjunto de atributos que vai desde a realização à riqueza do argumento, passando pela fotografia, interpretação, montagem, banda sonora ou mesmo produção. Não sou imune ao lado emocional da história, por isso “os meus filmes” passarão por aqui às segundas-feiras, algumas vezes associados a uma visão muito pessoal, outras sem uma linha que seja que assinale ou fundamente a minha escolha. Até pode muito bem ser porque achei a actriz fantástica. Pelo competente desempenho, claro.

21.9.09

Take Woodstock. Amor.

Confesso que o que me moveu foi uma espécie de sentimento revivalista ligado a uma época musical que me é grata. Ang Lee foi, também, um factor securizante por se tratar de um realizador com pergaminhos e provas dadas. As expectativas eram baixas, apesar da curiosidade ser latente. Não é filme para se rever e, mesmo tendo em conta as (boas) críticas, quem não o vir não perde, em minha opinião, um grande filme. Conhecia, mas fiquei a conhecer mais ao pormenor, a história da quinta onde se realizou o célebre festival Woodstock e o impacto causado numa anónima comunidade rural da desconhecida cidade de Bethel, no estado de Nova Iorque. Hesitei em escolher como título duas palavras. Amor e liberdade. Decidi-me pelo amor apesar do filme ser um ícone histórico do conceito mais extremo de liberdade. Porque o fiz? Por causa de um diálogo entre pai e filho, quando este se preparava para seguir a sua vida, desapontado com a mãe e incentivado pelo pai, um judeu russo casado há quarenta anos com uma mulher mulher materialista e rabugenta quase roçando o intragável.

Aquele assunto da tua mãe...
Deixa lá pai, esquece isso...
Hum...
Só uma coisa, pai... como é que tu a aturas há quarenta anos?
Oh c’mon... because I love her.

18.5.09

Porque hoje é segunda-feira.


As minhas actrizes favoritas:

Diane Keaton