A pergunta é desconcertante e é feita no Alter Ego. Sim, desconcertante é, a meu ver, a palavra certa e talvez seja por isso, também, que gosto de o visitar. Antes de termos tempo para raciocinar segue-se de imediato outra pergunta. E funciona? O meu comentário, em forma de resposta às questões colocadas foi simples e directo. Disse que achava que só esses é que funcionam, ou pelo menos são os que funcionam melhor. Quem perguntou pediu explicações, afectuosamente desconcertante, como é seu hábito. “Afectos inteligentes” soa tão mal quanto “gestão de afectos”. Mas ela existe, é necessária e, na maioria dos casos, é providencial e aconselhável. Os afectos são racionalizáveis? Entendo que sim, evitando dizer, claro que são. Mas deixemos de parte a gestão de afectos e concentremo-nos nos afectos inteligentes. Partamos do princípio que afectos implicam pelo menos duas pessoas e evitemos entrar em considerações retóricas sobre a importância do afecto. É importante e ponto. E para ser ainda mais simples a minha explicação (sim estou preguiçoso e não me apetece andar às voltas do assunto), consideremos os afectos inteligentes aplicados num casal. Ora um casal são duas pessoas, muitas vezes antes de serem um casal, com estados de espírito diferentes, com desejos e vontades distintas e nem sempre convergentes. Na individualidade de cada um, a manifestação de afecto quere-se e só funciona se for inteligente. O silêncio e o respeito pelo espaço individual é um bom exemplo de afecto inteligente. Demontrar solidariedade através de perguntas ou gestos de carinho em situações idênticas também é uma manifestação de afecto. Mas será em alguns casos inteligente? e funcionará? Vamos lá concluir isto que se está alongar demasiado. Sempre ouvir dizer que uma das virtudes que as mulheres apreciam num homem e vice-versa, se bem que em menor percentagem (não percebo os homens neste caso), é a inteligência. Então porque raio haveria ela, inteligência, de diminuir o conteúdo e a essência dos afectos? Eu acho até que os valoriza, contribuindo para que eles, os afectos, aconteçam no momento certo, no lugar certo e no sítio certo. Mantenho o que disse, na altura intuitivamente, agora de uma forma mais racional e estruturada. Afectos inteligentes não desvirtualizam os não-inteligentes, nem devem ser considerados menos genuínos, mas têm mais condições de serem mais eficazes, ou seja, funcionam.
Mostrar mensagens com a etiqueta Inteligência e afectos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Inteligência e afectos. Mostrar todas as mensagens
29.7.09
O que são “afectos inteligentes”?
A pergunta é desconcertante e é feita no Alter Ego. Sim, desconcertante é, a meu ver, a palavra certa e talvez seja por isso, também, que gosto de o visitar. Antes de termos tempo para raciocinar segue-se de imediato outra pergunta. E funciona? O meu comentário, em forma de resposta às questões colocadas foi simples e directo. Disse que achava que só esses é que funcionam, ou pelo menos são os que funcionam melhor. Quem perguntou pediu explicações, afectuosamente desconcertante, como é seu hábito. “Afectos inteligentes” soa tão mal quanto “gestão de afectos”. Mas ela existe, é necessária e, na maioria dos casos, é providencial e aconselhável. Os afectos são racionalizáveis? Entendo que sim, evitando dizer, claro que são. Mas deixemos de parte a gestão de afectos e concentremo-nos nos afectos inteligentes. Partamos do princípio que afectos implicam pelo menos duas pessoas e evitemos entrar em considerações retóricas sobre a importância do afecto. É importante e ponto. E para ser ainda mais simples a minha explicação (sim estou preguiçoso e não me apetece andar às voltas do assunto), consideremos os afectos inteligentes aplicados num casal. Ora um casal são duas pessoas, muitas vezes antes de serem um casal, com estados de espírito diferentes, com desejos e vontades distintas e nem sempre convergentes. Na individualidade de cada um, a manifestação de afecto quere-se e só funciona se for inteligente. O silêncio e o respeito pelo espaço individual é um bom exemplo de afecto inteligente. Demontrar solidariedade através de perguntas ou gestos de carinho em situações idênticas também é uma manifestação de afecto. Mas será em alguns casos inteligente? e funcionará? Vamos lá concluir isto que se está alongar demasiado. Sempre ouvir dizer que uma das virtudes que as mulheres apreciam num homem e vice-versa, se bem que em menor percentagem (não percebo os homens neste caso), é a inteligência. Então porque raio haveria ela, inteligência, de diminuir o conteúdo e a essência dos afectos? Eu acho até que os valoriza, contribuindo para que eles, os afectos, aconteçam no momento certo, no lugar certo e no sítio certo. Mantenho o que disse, na altura intuitivamente, agora de uma forma mais racional e estruturada. Afectos inteligentes não desvirtualizam os não-inteligentes, nem devem ser considerados menos genuínos, mas têm mais condições de serem mais eficazes, ou seja, funcionam.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Acerca de mim
À conversa com
- A Curva da Estrada
- Acto Falhado
- Adeus, até ao meu regresso
- Ares da minha graça
- Coisas da Vida
- Corta-fitas
- Crónicas do Rochedo
- Delito de Opinião
- Designorado
- Esconderijo
- Estado Sentido
- Grande Jóia
- Miss Pearls
- O privilégio dos caminhos
- Pátio das Conversas
- Saber viver numa multidão
- Sonhos nas Pontas dos Dedos